Andreia Azevedo Moreira
O que faltou
Começo a pensar que fizeste de propósito. Viste uma mulher determinada e decidiste, ali, interromper-lhe os passos seguros, matar-lhe a vontade. Pois o que te digo é que chegamos ao mundo sem asas, mas com liberdade bastante, dentro da cabeça, para aprender a voar e eu sou entre o voo e o naufrágio. Antes de me afundar, tentarei sempre.
Andreia Azevedo Moreira
(Lisboa, 1978) licenciou-se em Engenharia Florestal e não exerce. Não estudou letras mas dedica-se-lhes com paixão. Escreveu os argumentos e os guiões das curtas-metragens «Espelho meu» (2018) e «A Escritora» (2019) em parceria com Hugo Pinto, o realizador e o argumento/guião da curta-metragem «À vida» (48HFP Lisboa) realizado por André Costa. Colabora com o projecto online Fotografar Palavras idealizado por Paulo Kellerman. No papel: «Os cães ladram» (Colectânea «O país invisível», C.E. Mário Cláudio, 2016); «Pode um corpo morto» (Colecção Crateras, Nova Mymosa, 2019); «Mar Fechado» (Grotta n.º4, 2019/2020); «As paredes em volta» (Colecção Crateras, Nova Mymosa, 2020); «A vinte e quatro minutos da eternidade» (Ed. Minimalista, Antologia de contos, 2020). Liberdade e gratidão são verbos. Pearl Jam, banda sonora.
Encomendas: minimalista.editora@gmail.com
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